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IHGE - Redação preliminar dos estatutos

Hoje (15/01) teve início a redação dos estatutos do Instituto Histórico e Geográfico de Esperança - IHGE, a partir dos modelos disponibilizados pelo confrade Thomaz Bruno de Oliveira, de casas memoriais congêneres. Cópias dessas minutas já haviam sido encaminhadas a alguns dos sócios para estudo, porém até o fechamento desta matéria nenhum deles havia retornado com propostas. Os sócios fundadores Evaldo Brasil e Rau Ferreira se debruçaram durante toda essa tarde, com o objetivo de apresentar o texto na próxima reunião deliberativa. Nessa perspectiva, foram trabalhados a constituição, finalidades, a qualificação dos sócios e sua diretoria. O cofundador Evaldo Brasil fez diversas sugestões, que serão oportunamente apresentadas aos demais associados. “Acredito que avançamos nesse projeto, partindo do esboço de estatuto, a ser debatido na próxima reunião, com a participação dos demais sócios’, concluiu Rau Ferreira. De fato, o estatuto segue um padrão geral que pode ser adaptado a realidade e…
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Quem era Sol na faculdade?

Dizem que o homem é produto do meio; e que segundo o ambiente assumimos várias personalidades. No seio social somos um, na família afrouxamos o nó da gravata para demonstrar um outro eu. E assim vamos nos adaptando, desde a invenção da roda, num movimento que o vate esperancense denominou de “Evolucionismo”. Por isso me veio a pergunta: Quem era Sol na faculdade? Para responder a esse questionamento pesquisei na revista A Época, da qual Silvino era redator. Para Firmino Pires de Melo – seu colega de turma – era o “Batel” (do latim battelum ou conforme o francês bateau), espécie de embarcação maior entre as menores, talvez denotando que, entre os estudantes, fosse Olavo o seu expoente. Firmino ainda acentua, em poema dedicado ao amigo, na sua primeira estrofe: “Qual gondola gentil, que não temendo a Morte, Ignotamente singra os Mares noite e dia, Também no mar da vida, o meu batel sem norte, Singrando passa e vai por entre a penedia...”
Pedro Calmon o tinha como um poeta inspirado, “cujos ver…

Sol: Revista A Cidade de Itabaiana

Itabaiana no agreste parahybano saiu a frente nas publicações em revistas interioranas, com a revista “A Cidade”, editada por Sabiniano Maia e Mário Campelo. Considerada a primeira revista da história itabaianense, e quiçá do Estado, trazia em suas páginas ilustrações e textos dos principais intelectuais de seu tempo. Foram lançados apenas quatro números, sendo a primeira em 13 de maio de 1928, com colaborações de Silvino Olavo, Ferreira dos Santos Heloísa Chagas, Perylo Doliveira, Oris Barbosa, Eudes Barros, Severino Alves Aires, Câmara Cascudo e tantos mais. Em nossas pesquisas não foi possível resgatar os textos produzidos pelo vate esperancense. Agradecemos a associação “Memória Viva” de Itabaiana que tão gentilmente nos enviou o matéria para compor esta página da nossa história.
Rau Ferreira
Referências:
MAIA, Sabiniano. Itabaiana-Sua História-Suas Memórias - 1500-1975. 3a. Ed. Itabaiana/PB: 2015.

Pedro e o amigo do alheio

Aqui e acolá a gente fica sabendo das peripécias de Pedro Pichaco e a que trago agora me foi passada por Sebastião Batista, antigo proprietário do “Bar Noite de Natal”, que funcionava no pavilhão da Praça Joaquim Pereira (Calçadão) em Esperança. Pois bem. Certa feita Pedro se hospedou num hotel para dormir, mas o dono do bar avisou que o único cômodo já estava ocupado e perguntou se ele não se importava em dividir o quarto. A resposta foi positiva, caso contrário a rua seria o caminho certo, não sendo nada agradável passar a noite ao relento. Ao adentrar no quarto, Pedro reconheceu logo o companheiro de longas datas, o qual tinha a “má fama de pegar no alheio”. Cumprimentos se passaram e os dois se aprontaram para dormir. Pedro esperou o colega cair no sono primeiro e, tão logo ouviu os primeiros roncos, pegou o dinheiro e pôs na bolsa do companheiro, caindo em seguida nas mãos de Morfeu, embalado por um sono tranquilo. O dia amanheceu e, percebendo logo que o amigo estava meio desconfi…